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Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (17), em São Luís, o presidente do Grupo Mateus, empresário Ilson Mateus, descartou que seja privilegiado ou favorecido por qualquer benefício exclusivo concedido pelo Governo do Maranhão nas operações de suas empresas.

Em tom enfático, Ilson Mateus – falando para um numeroso grupo de jornalistas, radialistas e blogueiros que compareceram à sua empresa – disse que é vítima de “desinformação”, e pediu apoio da imprensa para divulgar dados corretos sobre a contribuição do grupo Mateus para o desenvolvimento da economia maranhense.

“Estou pagando muito caro por uma desinformação. Eu não mereço isso. Nós trabalhamos de sol a sol aqui, eu queria o apoio de vocês. Nós precisamos nos juntar. Não façam isso comigo. Eu
quero o mesmo que vocês querem: um estado melhor, com mais emprego”, disse.

O empresário fez questão de frisar que não gosta de badalação na imprensa, que é um homem de negócios, humilde, discreto e retraído, mas que tomou a decisão de conceder uma entrevista coletiva à imprensa porque sentiu o enorme impacto de uma série de postagens na internet, especialmente nas redes sociais, com informações inverídicas sobre o Grupo Mateus.

Sem citar o nome do concorrente, Ilson Mateus lamentou a atitude de blogueiros que agiram em cadeia para viralizar na internet um vídeo sobre a anunciada falência dos Supermercados Maciel.
Segundo a boataria que ganhou ampla repercussão em blogs e nas redes sociais, a crise dos concorrentes se daria em virtude de incentivos exclusivos concedidos pelo governador Flávio Dino ao Grupo Mateus.

Com auxílio de imagens de um data-show, Ilson Mateus exibiu um gráfico mostrando que sua empresa ainda não se credenciou como Centro de Distribuição – o que já é permitido desde a aprovação da Lei 10.576/2017 – e segue credenciado como atacadista, assim como outras 104 empresas do Maranhão, todas com a possibilidade de pagar 2% de ICMS ao vender produtos para
pessoas jurídicas – a alíquota é mantida para até 30% das vendas a pessoas físicas.

Ilson Mateus frisou ainda que o próprio Maciel também era credenciado como atacadista e tinha o mesmo benefício fiscal, até maio de 2018, quando deixou a lista por não atender as regras do Decreto 31.287/2015.

“Eu não quero nenhuma vantagem a mais do que ninguém”, frisou Mateus. E lamentou a repercussão do caso. Segundo o empresário, concorrentes nacionais dele estão tirando proveito da situação.

“Isso abala a credibilidade. Fornecedores meus estão ligando, querendo saber o que houve. Investidores também ficam preocupados. Quem perde com isso é o Maranhão”, ressaltou.

“NÃO EXISTE MONOPÓLIO”

Ilson Mateus acrescentou que não vê monopólio na sua atividade e disse que se prepara para a entrada de concorrentes maiores no Maranhão nos próximos anos. O empresário citou nominalmente as redes Carrefour, Pão de Açúcar/Assaí e até a chilena Ceconsud. Sem citar o Maciel, ele disse que a falência de alguns grupos varejistas, não apenas no Maranhão, mas em todo o país, tem sido comum nos últimos anos por conta da entrada de concorrentes como esses.

“Nós trabalhamos dia e noite aqui. Estamos focados no nosso negócio para mantê-lo de pé, porque esses caras vão vir e eles não dão moleza”, destacou.

Com um faturamento de R$ 7 bilhões em 2017 – crescimento de 150% em cinco anos, desde 2012 -, Ilson Mateus anunciou que prepara a abertura de capital da empresa, o que deve ocorrer até 2022.

Ilson Mateus também explicou a relação da sua empresa com os antigos supermercados Carone – agora com a bandeira El Camino. Ele disse que a nova marca é uma franquia e que, nesse caso, ele atua em parceria com outros varejistas de menor porte. “Eu não comprei o Carone, eu sou um parceiro do Carone”, afirmou ele, apontando que, após anos no vermelho, a rede chegou a lucrar
mais de R$ 400 mil em dezembro do ano passado após aderir ao seu modelo de negócios.

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Publicado por Redação

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